quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Julieta sem Romeu...

Tirando a poeira desse meu blog, mas com as ressalvas de que a minha vida estava uma grande confusão e só agora consegui um tempo pra colocar tudo em ordem, cá estou eu pronta pra mais um texto, ou pra mais uma exposição dos sentimentos, sim dos meus sentimentos....
Engraçado que acabei de assistir o filme "Cartas para Julieta" e um milhão de coisas se passaram pela minha cabeça, coisas das quais me fizeram sair correndo e sentasse aqui pra dividir estas experiências, Será mesmo que toda Julieta tem o seu Romeu? Será mesmo que essa história de amor verdadeiro ainda é funcional? Ainda é real, afinal de contas o século XXI é feito da modernidade, do individualismo, e do crescimento pessoal...
As vezes me pego pensando se realmente eu fui capaz de viver todas as experiências das quais a vida me impôs, ou se por medo de uma responsabilidade maior eu simplesmente fugi, e desisti, a escolha de um amor pra vida inteira, esta é a questão que mais me amedronta, será mesmo que ele é real? Que em algum lugar do mundo existe alguém que esteja disposto a dividir seus medos, anseios e receios comigo?
Nada me fez temer tanto quanto estar cheia de pessoas ao redor e me sentir mais sozinha do que nunca, olhar para o rosto das pessoas em que eu mais confio e mesmo que eles passem a segurança de que preciso, me sentir vazia, com medo, sozinha....

ROMEU - É Capuleto? Oh conta cara! Minha vida é dívida de hoje em diante no livro do inimigo.

JULIETA - Ama, quem é aquele gentil-homem?
JULIETA - E aquele que ali vai, que não dançou?
AMA - Não sei quem seja.
JULIETA - Então vai perguntar-lhe como se chama. Vai! Se for casado, um túmulo será todo o meu
fado.
AMA - Romeu é o nome dele; é um dos Montecchios, filho único do vosso grande inimigo.
JULIETA - Como do amor a inimizade me arde! Desconhecido e asnado muito tarde. Como esse monstro, o amor, brinca comigo: apaixonada ver-me do inimigo!

ROMEU - Como afastar-me, se daqui não pode sair meu coração? Dá meia-volta, pesada argila, e o
centro teu procura.M
as silêncio! Que luz se escoa agora da janela? Será Julieta o sol daquele oriente? Surge, formoso sol, e mata a lua cheia de inveja, que se mostra pálida e doente de tristeza, por ter visto que, como serva, és mais formosa que ela. Deixa, pois, de servi-la; ela é invejosa. Somente os tolos usam sua túnica de vestal, verde e doente; joga-a fora. Eis minha dama. Oh, sim! é o meu amor. Se ela soubesse disso! Ela fala; contudo, não diz nada. Que importa? Com o olhar está falando. Vou responder-lhe. Não; sou muito
ousado; não se dirige a mim: duas estrelas do céu, as mais formosas, tendo tido qualquer ocupação, aos olhos dela pediram que brilhassem nas esferas, até que elas voltassem. Que se dera se ficassem lá no alto os olhos dela, e na sua cabeça os dois luzeiros? Suas faces nitentes deixariam corridas as estrelas, como o dia faz com a luz das candeias, e seus olhos tamanha luz no céu espalhariam, que os pássaros, despertos, cantariam. Vede como ela apoia o rosto à mão. Ah! se eu fosse uma luva dessa mão, para poder tocar naquela face!
JULIETA - Ai de mim!
ROMEU - Oh, falou! Fala de novo, anjo brilhante, porque és tão glorioso para esta noite, sobre a minha fronte, como o emissário alado das alturas ser poderia para os olhos brancos e revirados dos mortais atônitos, que, para vê-lo, se reviram, quando montado passa nas ociosas nuvens e veleja no seio do ar sereno.
JULIETA - Romeu, Romeu! Ah! por que és tu Romeu? Renega o pai, despoja-te do nome; ou então, se não quiseres, jura ao menos que amor me tens, porque uma Capuleto deixarei de ser logo.
ROMEU - Continuo ouvindo-a mais um pouco, ou lhe respondo?
JULIETA - Meu inimigo é apenas o teu nome. Continuarias sendo o que és, se acaso Montecchio tu não fosses. Que é Montecchio? Não será mão, nem pé, nem braço ou rosto, nem parte alguma que pertença ao corpo. Sê outro nome. Que há num simples nome? O que chamamos rosa, sob uma outra designação teria igual perfume. Assim Romeu, se não tivesse o nome de Romeu, conservara a tão preciosa perfeição que dele é sem esse título. Romeu, risca teu nome, e, em troca dele, que não é parte alguma de ti mesmo, fica comigo inteira.
ROMEU - Sim, aceito tua palavra. Dá-me o nome apenas de amor, que ficarei rebatizado. De agora em diante não serei Romeu.
JULIETA - Quem és tu que, encoberto pela noite, entras em meu segredo?
ROMEU - Por um nome não sei como dizer-te quem eu seja. Meu nome, cara santa, me é odioso, por ser teu inimigo; se o tivesse diante de mim, escrito, o rasgaria.
JULIETA - Minhas orelhas ainda não beberam cem palavras sequer de tua boca, mas reconheço o tom. Não és Romeu, um dos Montecchios?
ROMEU - Não, bela menina; nem um nem outro, se isso te desgosta.
JULIETA - Dize-me como entraste e porque vieste. Muito alto é o muro do jardim, difícil de escalar, sendo o ponto a própria morte - se quem és atendermos - caso fosses encontrado por um dos meus parentes.
ROMEU - Do amor as lestes asas me fizeram transvoar o muro, pois barreira alguma conseguirá deter do amor o curso, tentando o amor tudo o que o amor realiza. Teus parentes, assim, não poderiam desviar-me do propósito.
JULIETA - No caso de seres visto, poderão matar-te.
ROMEU - Ai! Em teus olhos há maior perigo do que em vinte punhais de teus parentes. Olha-me com doçura, e é quanto basta para deixar-me à prova do ódio deles.
JULIETA - Por nada deste mundo desejara que fosses visto aqui.
ROMEU - A capa tenho da noite para deles ocultar-me. Basta que me ames, e eles que me vejam! Prefiro ter cerceada logo a vida pelo ódio deles, a ter morte longa, faltando o teu amor.
JULIETA - Com quem tomaste informações para até aqui chegares?
ROMEU - Com o amor, que a inquirir me deu coragem;. deu-me conselhos e eu lhe emprestei olhos. Não sou piloto; mas se te encontrasses tão longe quanto a praia mais extensa que o mar longínquo banha, aventurara-me para obter tão preciosa mercancia.
JULIETA - Sabe-lo bem: a máscara da noite me cobre agora o rosto; do contrário, um rubor virginal me pintaria, de pronto, as faces, pelo que me ouviste dizer neste momento. Desejara - oh! minto! - retratar-me do que disse. Mas fora! fora com as formalidades! Amas-me? Sei que vais dizer-me "sim", e creio no que dizes. Se o jurares, porém, talvez te mostres inconstante, pois dos perjúrios dos amantes, dizem, Jove sorri. Ó meu gentil Romeu! Se amas, proclama-o com sinceridade; ou se pensas, acaso, que foi fácil minha conquista, vou tornar-me ríspida, franzir o sobrecenho e dizer "não", porque me faças
novamente a corte. Se não, por nada, nada deste mundo. Belo Montecchio, é certo: estou perdida, louca de amor; daí poder pensares que meu procedimento é assaz leviano; mas podeis crer-me, cavalheiro, que hei de mais fiel mostrar-me do que quantas têm bastante astúcia para serem cautas. Poderia ter sido mais prudente, preciso confessá-lo, se não fosse teres ouvido sem que eu percebesse, minha veraz paixão.
Assim, perdoa-me, não imputando à leviandade, nunca, meu abandono pronto, descoberto tão facilmente pela noite escura.
ROMEU - Senhora, juro pela santa lua que acairela de prata as belas frondes de todas estas árvores frutíferas...
JULIETA - Não jures pela lua, essa inconstante, que seu contorno circular altera todos os meses, porquenão pareça que teu amor, também, é assim mudável.
ROMEU - Por que devo jurar?
JULIETA - Não jures nada, ou jura, se o quiseres, por ti mesmo, por tua nobre pessoa, que é o objeto de minha idolatria. Assim, te creio.
ROMEU - Se o amor sincero deste coração...
JULIETA - Pára! não jures; muito embora sejas toda minha alegria, não me alegra a aliança desta noite; irrefletida foi por demais, precipitada, súbita, tal qual como o relâmpago que deixa de existir antes que dizer possamos: Ei-lo! brilhou! Boa noite, meu querido. Que o hálito do estio amadureça este botão de amor, porque ele possa numa flor transformar-se delicada, quando outra vez nos virmos. Até à vista; boa noite. Possas ter a mesma calma que neste instante se me apossa da alma.
ROMEU - Vais deixar-me sair mal satisfeito?
JULIETA - Que alegria querias esta noite?
ROMEU - Trocar contigo o voto fiel de amor.
JULIETA - Antes que mo pedisses, já to dera; mas desejara ter de dá-lo ainda.
ROMEU - Desejas retirá-lo? Com que intuito, querido amor?
JULIETA - Porque, mais generosa, de novo to ofertasse. No entretanto, não quero nada, afora o que possuo. Minha bondade é como o mar: sem fim, e tão funda quanto ele. Posso dar-te sem medida, que muito mais me sobra: ambos são infinitos.
Ouço bulha dentro de casa. Adeus, amor! Adeus! - Ama, vou já! - Sê fiel, doce Montecchio. Espera um momentinho; volto logo.
ROMEU - Oh! que noite abençoada! Tenho medo, de um sonho, lisonjeiro em demasia para ser realidade.
JULIETA - Romeu querido, só três palavrinhas, e boa noite outra vez. Se esse amoroso pendor for sério e honesto, amanhã cedo me envia uma palavra pelo próprio que eu te mandar: em que lugar e quando pretendes realizar a cerimônia, que a teus pés deporei minha ventura, para seguir-te pelo mundo todo como a senhor e esposo.
AMA - Senhorita!
JULIETA - Já vou! Já vou! - Porém se não for puro teu pensamento, peço-te...
AMA - Menina!]
JULIETA - Já vou! Neste momento! - ... que não sigas com tuas insistências e me deixes entregue à minha dor. Amanhã cedo te mandarei recado por um próprio.
ROMEU - Por minha alma...
JULIETA - Boa noite vezes mil.
JULIETA - Psiu! Romeu, psiu! Oh! quem me dera o grito do falcoeiro, porque chamar pudesse esse nobre gavião! O cativeiro tem voz rouca; não pode falar alto, senão eu forçaria a gruta de Eco, deixando ainda mais rouca do que a minha sua voz aérea, à força de cem vezes o nome repetir do meu Romeu.
ROMEU - Minha alma é que me chama pelo nome. Que doce som de prata faz a língua dos amantes ànoite, tal qual música langorosa que ouvido atento escuta?
JULIETA - Romeu!
ROMEU - Minha querida?
JULIETA - A que horas, cedo, devo mandar alguém para falar-te?
ROMEU - Às nove horas.
JULIETA - Sem falta. Só parece que até lá são vinte anos. Esqueci-me do que tinha a dizer.
ROMEU - Deixa que eu fique parado aqui, até que te recordes.
JULIETA - Esquecê-lo-ia, só para que sempre ficasses ai parado, recordando-me de como adoro tua companhia.
ROMEU - E eu ficaria, para que esquecesses, deixando de lembrar-me de outra casa que não fosse esta aqui.
JULIETA - É quase dia; desejara que já tivesses ido, não mais longe, porém, do que travessa menina deixa o meigo passarinho, que das mãos ela solta - tal qual pobre prisioneiro na corda bem torcida - para logo puxá-lo novamente pelo fio de seda, tão ciumenta e amorosa é de sua liberdade.
ROMEU - Quisera ser teu passarinho.
JULIETA - O mesmo, querido, eu desejara; mas de tanto te acariciar, podia, até, matar-te. Adeus; calca-me a dor com tanto afã, que boa-noite eu diria até amanhã.
ROMEU - Que aos teus olhos o sono baixe e ao peito. Fosse eu o sono e dormisse desse jeito! Vou procurar meu pai espiritual, para um conselho lhe pedir leal.
JULIETA - Ó meu bom frade, onde está meu senhor? Sei muito bem onde eu devia estar, onde me encontro. Mas onde está Romeu?
FREI LOURENÇO - Ouço bulha. Saí, senhora, desse ninho de morte, de contágio e sono contrário à natureza. Uma potência por demais forte para que a vençamos frustrou nossos intentos. Vem, bem logo! Teu marido em teu seio se acha morto; Páris também. Vem logo; vou levar-te para um convento de piedosas freiras. Não percas tempo com perguntas; vamos; a guarda está chegando. Vem, bondosa Julieta; não me atrevo a esperar mais.
JULIETA - Vai, que eu daqui não sairei jamais.
Que vejo aqui? Um copo bem fechado na mão de meu amor? Certo: veneno foi seu fim prematuro. Oh! que sovina! Bebeste tudo, sem que me deixasses uma só gota amiga, para alivio. Vou beijar esses lábios; é possível que algum veneno ainda se ache neles, para me dar alento e dar a morte.Teus lábios estão quentes.
JULIETA - Ouço barulho. Preciso andar depressa. Oh! sê bem-vindo, punhal! Tua bainha é aqui. Repousa ai bem quieto e deixa-me morrer.

PRÍNCIPE - Esta manhã nos trouxe paz sombria: esconde o sol, de pesadume, o rosto. Ide; falai dos fatos
deste dia; serei clemente, ou rijo, a contragosto, que há de viver de todos na memória de Romeu e Julieta
a triste história.

É este o tipo de amor que um dia sonharei em ter, como toda menina ainda aguardo o meu Romeu, pra que também tenha o direito de ter um final quanto a ser feliz ou não, essa eu deixo pro famigerado destino

SEM MAIS POR AGORA....

 
ROMEU - Não, má noite, sem tua luz gentil. O amor procura o amor como o estudante que para a escola corre: num instante. Mas, ao se afastar dele, o amor parece que se transforma em colegial refece.

domingo, 24 de outubro de 2010

Minha vida tem trilha sonora....

     Bom hoje o post por aqui vai ser diferente.... Não vou dizer nada, não vou gritar nada... Nem sentir mais nada.... Hoje vou ouvir.. É e você tambem deveria... Vou postar aqui 2 letras de músicas que definitivamente tem dito tanta coisa sobre mim e os momentos que eu tenho passado, que nem eu conseguiria com tanta maestria dizer.... Ai vão elas.

   A primeira é da dupla JORGE E MATEUS (Sim! eu amo sertanejo e não tenho problema nenhum nisso) a música se chama 1000 Anos...

Mil Anos

Você fala demais
Diz muitas besteiras da boca pra fora
Mais sei que se arrepende
Por jogar o que não era lixo fora
Você briga me ignora
Pisa na bola
Senti saudade e chora
Diz que é de raiva
Pra não assumir que me adora
Eu sei que um grande amor
Não é fácil de se encontrar
Mais difícil ainda é deixar de gostar
Se o clima ta pesado
Que não existe pecado
Que não se possa perdoar
Vai ver a gente não conhece o amor direito
Prazer, eu sou um cara cheio de defeitos
Igualzinho aquele que você aprendeu amar
Mesmo que o sol apague e venha a lua te trazer de volta aos sonhos meus
Pode passar mil anos você vai me amar
E eu vou ser pra sempre seu
Mesmo que o sol se apague e venha a lua te trazer de volta aos sonhos meus
Pode passar mil anos você vai me amar
E eu vou ser pra sempre seu

A próxima é da dupla João Bosco e Vinicius, o nome...
"Chuva"
O céu está fechado, está escuro
Me parece vai chover no meu jardim
Depois que você me deixou
Nunca mais choveu em mim
Como esquecer todas as noites que a gente se amava sem pensar
Não tinha luz, fazia frio
E a chuva nos molhava
Chove chuva, chove
Vem lavar esta saudade
Leva do meu peito
As lembranças que me invadem
Chove chuca, chove
Vem lavar sta saudade
Leva do meu peito
As lembranças que me invadem
Por favor


Acho que é isso... Digamos que não há mais nada a ser declarado....

Até um próximo post!!!!


UMA DAS MINHAS FOTOS FAVORITAS!!!






terça-feira, 5 de outubro de 2010

Fantasmas...

Os fantasmas que ultimamente tem assombrado são bem diferentes dos regulares, eles não usam roupa branca, muito menos são vultos negros que assopram coisas no meu ouvido. Estes  fantasmas são um pouco mais assustadores, eles costumam ter um outro nome...Sentimentos.. É assim que eles gostam de ser chamados, mas em sua maioria são demasiadamente dolorosos,frios e impetuosos.....
É doloroso saber que se tem algo nas mãos como esse tão esquisito sentimento de amor e descobrir, que ele está se esvaindo por entre seus dedos e o máximo que você tem a fazer é assistir, afinal, você já fez tudo o que pode pra sustentá-lo, essa dor não é como as outras, aquelas que você achou que seriam pra sempre e um fim de semana depois lá estava você.... Dessa vez ela deixou de ser só por dentro e começou a ficar física...Onde começa-se a notar hematomas dos quais não existem razões, dores em partes do corpo onde antes, nada havia, onde a primeira coisa que se faz ao levantar é ter certeza que nada foi mutilado, devido tamanha dor, mas, o tempo todo sabe-se que o coração é o responsável por tudo isso...
E o pior de tudo é ter que conviver com isso, sem ter como reagir, pois devido ao tamanho do respeito que se tem por si mesmo, o silêncio se faz mais presente do que nunca...
Ter que ouvir seus amigos dizendo o tempo todo que você precisa se abrir, dividir o que tem passado, afinal de contas amigos sempre estão por perto pra podermos apoiar-se, e o máximo que se consegue dizer é obrigado, se trancando nesse vazio horrível do qual não existem responsáveis...
Não existem culpados, por uma amor não ter ido adiante, apenas uma incompatibilidade de tempo e preparo, as vezes, o que pode-se proporcionar para alguém não é o que o oposto está preparado pra receber,É por isso da afirmação onde não se há culpados, ninguém tem culpa por não estar pronto pra receber o sentimento da outra pessoa... Ninguém nunca tem culpa.... São as consequencias que burlam o padrão que resultam na culpa, mas se pensarmos, o que procuramos não é a razão da culpa, e sim o motivo da frustração, é frustrante não ser correspondido, por qualquer que seja o motivo, por se sentir como se estivesse fracassado as pessoas acabam culpando as outras....E definitivamente não é o mais correto a se fazer, procure dentro de si o que acha que pode ser a causa desta frustração e melhore isso, pra que depois este mesmo erro não seja repetido, e mais uma vez você não se sinta frustrado e tenha que colocar a culpa em algo ou alguém...


sábado, 2 de outubro de 2010

Medo da tal mudança... é eu tbm tenho.....

Definitivamente cansada seria a palavra correta pra me definir, estou cansada das pessoas olharem pra mim e não conseguirem perceber que por trás de toda essa força que eu aparento ter, eu sou tão frágil como uma menininha, que eu tenho sentimentos, que me magoo, que essa coisa chamada ausência não me faz bem, e que a incoerência do ser humano é doentia...
   Estou sozinha em uma encruzilhada, eu não estou em casa na minha própria casa, e eu tentei dizer o que está na minha mente, será tão difícil me conhecer assim? Agora eu estou farta de acreditar e ninguém sabe o que estou sentindo, eu sou mais do que fizeram de mim, eu segui a voz me deram, mas agora, eu tenho que encontrar a minha própria ..
   Eu gritei para que eu fosse escutada, há alguém aqui dentro, alguém que eu pensei que tinha morrido...      
   Então, há muito tempo eu estou fora gritando e meus sonhos serão ouvidos, eles não serão jogados de lado sobre palavras, não de novo..
   Milhões de vezes eu tive que fingir ser algo que eu não queria ser, e outras milhões tive que olhar no fundo dos seus olhos e mentir, mentir que me sentia bem, mentir que eu estava feliz, pra não me sentir sozinha, mas o tempo todo eu estava sozinha, pois apenas eu acreditava o tempo todo penas eu... E me cansei, cansei de deixar as pessoas apontando os meus defeitos, e me fazendo acreditar que dentro de mim não há lados bonitos, conheço meus defeitos... todos eles... mas sei, que sou maior que tudo isso, sei que agora é a minha vez de brilhar, e eu não vou deixar nada nem ninguém ofuscar o que há de melhor em mim, achei que seria incapaz de ser do tamanho dos meus sonhos, e vi que não é bem assim, eu sou muitas vezes até maior que eles....
   Eu disse várias vezes e pra varias pessoas que se permitir era a maneira mais fácil das coisas chegarem até você, e agora eu consigo ver que eu me enganei, me permiti de mais, me doei de mais, o tempo todo, e nunca tive o retorno do qual eu merecia..
   Pedi milhares de vezes pra que desistisse e viesse comigo porque por mais complicado que possa parecer eu tinha um caminho pra isso dar certo.. Só que tem um problema... muito tempo depois disso se passou... milhões de frases foram afirmadas e ditas depois disso, muitos dos meus sonhos foram destruídos ao longo do caminho... e tudo porque eu insanamente resolvi me permitir....Não que agora eu vá desistir de tudo e morar em uma jaula escondida no meio do nada, eu só não vou mais deixar que apaguem os meus sonhos, que dominem o brilho dos meus olhos, não vou mais permitir que destruam as minhas crenças, nem que firam o meu coração..
   Não consigo dizer o quão magoada e ferida eu estou depois de tudo isso, o quão pequena eu me transformei pra que pudessem se sentirem fortes o suficiente e confiar no que eu  dizia, o tempo todo eu acreditei no que nos faria bem, no que nos fizesse seguir em frente... mas eu não quero mais... eu não posso mais... é muito sofrimento pra pouco tempo de felicidade....e eu não sei se eu quero mais optar por tanto drama...
   Só eu sei o quão difícil pra mim é desistir das minhas certezas, mas essa ausência de coerência.. é quase masoquista pra mim, a grande vontade que eu tenho é de gritar pra todo mundo sobre tudo que eu sei.. e assim fazer com que as pessoas escutem suas "verdades" e lidem elas com este ou aquele problema, e o que mais me dói é que simplesmente eu não tenho mais forças pra fazer isso, não sou eu quem causa sofrimento nas pessoas, muitas vezes eu ajudo a curar, foi o que eu fiz a vida inteira, e mudar agora tudo de uma hora pra outra definitivamente não sei se eu sou capaz...

MAS É COMO EU SEMPRE DIGO..... UM PASSO DE CADA VEZ....!!!!


quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Bem vindo ao meu mundo

O que escrever pra um primeiro post nesse que poderá ser digamos o meu lugar de dividir experiências?!

Decidi escrever sobre quem sou eu, assim, vcs podem me conhecer melhor....
Me nome é Laís Bellucci, tenho 24 anos, moro numa cidadezinha do interior de São Paulo chamada Assis, jornalista formada, pós graduada em fotografia.
Estes meus 24 anos me trouxeram muitos amigos e experiências, das quais pretendo dividi-las ,pra que assim, quem sabe eu consiga enxergar as coisas com uma maior clareza, e porque não crescer ainda mais com as situações que eu já vivi!
Fui mãe muito cedo, muito cedo mesmo, a Júlia hoje com 5 anos, não estava nos meus planos, mas agradeço a cada segundo por te-la do meu lado, afinal, ela é e sempre será o meu melhor, o meu lado bom, e a força pra lutar, pode parecer clichê, eu também achava até virar mãe e descobrir que esse tal "Amor Incondicional" é real...
Essa loucura de ser mãe me ensinou tanta coisa, uma delas é que SIM as mães erram e nem sempre sabem de tudo, afinal de contas vcs estão começando a conhecer a mãe mais apaixonada pela filha,  a filha mais ovelha negra, a amiga que nem sempre é gentil, o abraço que é sempre fiel, o coração que é machucado, mas que não se arrepende de manter-se apaixonado, e o choro que sempre vem da alma...
Uma das coisas que sempre busquei na minha vida, foi ser fiel aos meus sonhos, e isso tem funcionado, posso até dizer que sou "cabeça-dura", tenho essa mania de ainda acreditar que as pessoas tem um lado bom e que eu sou plenamente capaz de faze-los aflorar esse lado, inclusive falando nisso acho que essa é uma das minhas missões aqui no meio desses mais de 6 bilhões de pessoas.
Já acreditei e desacreditei milhões de vezes no amor e na sua capacidade de me pregar peças, e quando estou no meio de um relacionamento, sou uma pessoa que procura se dedicar sempre, prefiro pecar e me arrepender de ter feito, do que não fazer e ter que ouvir de mim mesma que ainda havia uma chance.
Como uma boa pisciana eu acredito na capacidade do amor de tranformar as pessoas, e por conta disso pago um preço  muito alto, que as vezes não me dá coragem pra lutar, mas eu não posso desistir NUNCA, sei que o meu amor está escondido em algum lugar, eu ainda não o encontrei, mas estou na busca constante e não desisto tão fácil assim. É como dizem, o que não me mata, me faz mais forte...
As coisas na minha vida são sempre muito intensas, por isso, tenho toda a certeza que quem gosta de mim me ama, quem não gosta, me odeia e muito... Não sou de passar desapercebido na vida das pessoas, afinal de contas, o que é pra ser meu, vai ser meu, e nada vale a pena quando não se deixam macas, todo passado, presente e futuro é feito de marcas, e é por isso que sempre busco deixar a minha, (não que eu saia por ai riscando as pessoas...)
Tenho um humor digamos que peculiar, sou ainda daquele tipo de pessoas que perde o amigo mas não perde a piada, só que no meio desse meu humor, existe uma ponta de verdade, portanto se eu fizer uma piada sobre qualquer coisa, pode ter certeza que sim existem entrelinhas....
A maternidade fez de mim uma pessoa bem mais sensivel, só não acredite nem por um segundo que isso é a porta para me fazer de boba, posso parecer ingénua, mas deixei isso de lado quando resolvi encarar o mundo real.
Sou  uma palmerense do mais alto nível que a palavra possa ter, sim sou uma exeção, sei que uma mulher que assiste, discute, e tem argumentos pautados sobre o próprio time de futebol não é uma coisa muito comum de se ver.... (Já troquei de namorado, por conta do meu Verdão)...
Os meus amigos eu escolho a dedo, por tanto, se vc faz parte desta minha lista, fique feliz, não entendam isso como um ato de me gabar, mas dos meus amigos eu cuido, e muito bem, dou colo ao que precisa, não passo a mão na cabeça quando está errado, e compro qualquer briga por eles, até se o motivo for bola de gude....
Tenho a virtude do saber ouvir, e a transparência de dizer só com o olhar, acredito que se pode curar um coração machucado com um banho de chuva no meio de uma tarde quente, sou contra a pessoas que dizem que um amor se cura com outro amor, não acho justo vc magoar alguém que nada tem haver com o seu coração ferido, sou a favor da pena de morte, quanto ao aborto ainda tenho minhas dúvidas, nunca usei nenhum tipo de droga ilícita, nem tive vontade, sou viciada em séries de televisão, contra o photoshop, mas principalmente, onde quer que eu esteja, sou eu mesma.
Isso é um pouco de mim, sinta-se a vontade de voltar sempre e dividir suas experiências com a minha.....

BEM VINDO AO MEU MINDO!!!